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Você sabia?

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Brasileiro teria inventado o câmbio automático

Biografia diz que tio-avô do escritor Paulo Coelho vendeu projeto à GM nos anos 30

Até hoje a maior invenção atribuída a um brasileiro teria sido o avião. Todos conhecem a façanha de Alberto Santos Dumont a bordo do 14-bis, uma aeronave impulsionada por um balão de hidrogênio que fez um voo de exibição em outubro de 1906 em Paris, na França - embora no resto do mundo o crédito pela invenção seja dado aos irmãos Wright. Mas pouca gente sabe que um componente muito comum nos carros atuais teria sido idealizado por um brasileiro: o câmbio automático.

Curiosamente, a informação veio à tona de uma forma inusitada, mais precisamente na biografia de Paulo Coelho, escrita por Fernando Morais. A obra conta uma história de que o tio-avô do escritor, o engenheiro mecânico José Braz Araripe, teria inventado o câmbio hidramático juntamente com Fernando Lemos. Depois de ter desenvolvido uma transmissão automática com fluído hidráulico, Araripe teria viajado à Detroit (EUA), onde apresentou seu invento à General Motors em 1932. A empresa se interessou pelo projeto e propôs duas ofertas ao engenheiro: US$ 10 mil na hora ou US$ 1 por carro vendido com a tecnologia. José escolheu a primeira opção. Fazendo a conversão da moeda norte-americana em valores atualizados, descobrimos que o inventor levou nada menos do que US$ 160 mil para casa.

A história, aliás, foi confirmada por acaso. Coelho acreditava tratar-se de uma lenda, já que seus parentes diziam que "tio José", como era carinhosamente chamado pela família, "vivia inventando coisas". Intrigado e fascinado, Fernando Morais resolveu investigar a veracidade desta versão. E descobriu que o tio-avô de Paulo não estava mentindo daquela vez.

Em tempo: a invenção brasileira só chegaria às ruas em 1939, quando a montadora apresentou uma tecnologia chamada "Hydra-Matic" na linha 1940 dos modelos Oldsmobile.

Fonte: Quatro Rodas