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Cuidados para pegar estrada

Cuidados para pegar estrada
De carro ou de moto, assista a vídeos e leia orientações para sua viagem. Se a jornada só começa na semana que vem, há tempo de checar itens. Não esqueça de revisar seu veiculo no Paulão Auto Center no endereço - Via: Conselheiro Antônio Prado, 277 - Pereira - Barretos ou agende pelo telefone (17) 3324-5874 .

Só em São Paulo, 1,6 milhão de veículos devem deixar a cidade no Natal e 1,45 milhão, no Ano Novo. O G1 reuniu dicas para quem pegará a estrada já nesta sexta (19) e para quem vai viajar nos próximos dias ou mesmo em janeiro, nas férias, de carro ou de moto.

Conheça 4 maiores razões de o carro parar na estrada e como evitá-las

Os quatro principais problemas que levam carros a ficarem parados na estrada são: superaquecimento do motor, pane elétrica, pneu furado e pane seca (falta de combustível), segundo concessionárias que administram as principais rodovias do país.

s administradoras dizem que as panes ocorrem mais em trechos de serra, com subidas contínuas de 10 a 20 km, que exigem muito do carro. Se o seu veículo já apresenta algum sinal de que algo não vai bem, não arrisque. Veja abaixo que "sintomas" podem ser percebidos pelo motorista, para evitar esses defeitos mais frequentes.

Superaquecimento do motor

O superaquecimento exige uma atenção especial, pois, além de interromper a viagem, pode resultar em gastos de até R$ 4 mil, para retificar um motor travado.
Todo motor tem uma temperatura ideal de trabalho que, na maioria dos carros, está em torno dos 92 graus. Como o motor gera muito mais calor do que precisa, é necessário retirar este excesso e quem faz este trabalho é o sistema de arrefecimento. Instalado em todos os carros, ele utiliza a circulação de água com um aditivo para capturar o calor “extra” do motor e dissipá-lo através do radiador.
O superaquecimento acontece quando a água não circula ou não consegue ser resfriada satisfatoriamente pelo radiador, causando um aquecimento excessivo do motor. A junta do cabeçote acaba queimando.

Sintomas e dicas
Para fazer um check-up no sistema é necessário conhecimento técnico, mas alguns aspectos podem ser percebidos pelo motorista.

Veja abaixo:
1) O mais óbvio: se o ponteiro de temperatura do painel de instrumentos tem chegado próximo do “vermelho”, é um alerta de que o sistema precisa de reparos;


2) Completar o nível de água do motor com frequência é outro sinal de que algo não vai bem, pode haver um vazamento de água no sistema.
Os grandes vazamentos podem ser identificados através de poças no chão da garagem. Porém, pequenos vazamentos podem ocorrer quando o motor está superaquecido e, neste caso, a água escapará na forma de vapor através da tampa do reservatório de abastecimento (tecnicamente chamada de tampa do reservatório de expansão).
Poucas pessoas sabem, mas esta tampa, geralmente de cor amarela (veja na foto acima) também acumula a função de uma válvula de alívio de pressão. Ela funciona exatamente como a válvula de uma panela: quando a pressão aumenta muito, é por ela que o vapor do sistema sai, sem deixar vestígio no chão.

3) Manchas de cor vermelha ou verde (coloração dos aditivos) sobre o reservatório de água no radiador (veja ao lado) ou nas extremidades das mangueiras também são sinais de vazamento.
4) Mangueiras d’água estufadas demonstram que a pressão interna do sistema está acima do normal, um forte indicador de que a água não está circulando. Quando ela não circula corretamente, há formação de vapor, que acaba provocando o inchaço das mangueiras. Vários fatores podem prejudicar a circulação de água pelo sistema; estatisticamente, a válvula termostática travada e/ou a bomba d’água danificada são os principais causadores do problema.

Completando a água
Se for completar o nível de água, procure fazê-lo sempre com o motor frio e use, de preferência, água destilada, pois água de torneira contém cloro, que acaba por corroer as diversas peças metálicas que compõem o sistema. É imprescindível a utilização do aditivo; para a reposição dele, consulte no manual do proprietário qual é a especificação técnica recomendada pela montadora, bem como a proporção correta. Aditivos não apropriados podem causar problemas no médio prazo.
Vale lembrar que se usar, por exemplo, uma garrafa plástica de 2 litros e já tiver despejado quase toda a mistura, mas ainda não atingiu a metade do nível do reservatório, termine de colocar o líquido e leve o carro ao mecânico. Quando é o caso de colocar muita água, é preciso fazer a chamada sangria do sistema (processo de retirada de bolhas de ar), bem como os testes para se certificar de que o problema foi sanado.

Fonte: G1